Seguro de transporte cargas

Seguro de transporte de carga: um guia completo

Seguro de transporte de carga: um guia completo

O seguro de transporte de carga é essencial para proteger bens e mercadorias de possíveis danos e perdas em viagens aéreas, rodoviárias e marítimo, seja o destino nacional ou internacional.

Conheça os tipos de seguro existentes no mercado, quais as coberturas e escolha o mais adequado ao seu negócio para proteger sua carga em todas as etapas do transporte.

Seguro de transporte de carga

Seguro de transporte de carga

Seguros de Responsabilidade Civil

Estes seguros contam com coberturas que variam conforme o meio de transporte escolhido, as características da mercadoria e os riscos envolvidos na operação.

Conheça os tipos de Seguro de Responsabilidade Civil:

RCTR-C – Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas 

Este seguro é obrigatório e deve ser contratado pelo transportador. Cobre prejuízos nas mercadorias transportadas sob a sua responsabilidade caso ocorram acidentes rodoviário envolvendo o veículo, tais como explosão, abalroamento, colisão, capotagem, tombamento ou incêndio.

RCF-DC – Seguro de Responsabilidade Civil Facultativo por Desaparecimento de Cargas

Facultativo, este seguro é destinado aos transportadores rodoviários e envolve, também, o roubo do veículo. Nesse caso, são cobertos os seguintes prejuízos: roubo da carga praticado com violência ou ameaça; e “desaparecimento”, executado por bandidos, de cargas transportadas, em ações que podem ir da apropriação indevida a práticas como sequestro, estelionato, furto simples ou qualificado e extorsão.

RCTA-C – Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aéreo de Carga

Obrigatório, é contratado pelas empresas aéreas de carga. Sua cobertura envolve perdas e danos causados a bens e mercadorias transportados sob sua responsabilidade. Está garantida a proteção contra riscos decorrentes de acidentes no ar que causem perda ou danos às cargas durante a operação de transporte.

RCA-C – Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aquaviário de Carga

Este seguro é obrigatório e contratado pelas empresas que fazem transporte de mercadorias sobre as águas (rios, mares e lagoas). São cobertos danos e perdas causados a cargas transportadas sob sua responsabilidade, nos seguintes aspectos: riscos sofridos pelo navio ou embarcação, decorrentes de naufrágio, afundamento ou encalhe; incêndio ou explosão durante os percursos ou no armazenamento feito nos locais de início, pernoite, baldeação e destino de viagem, mesmo que a mercadoria em questão se encontre fora da embarcação; e abalroamento, colisão ou qualquer contato do navio ou embarcação com corpos fixos ou móveis.

RCTR-VI – Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador em Viagem Internacional

Este seguro, que é contratado pelo transportador, cobre possíveis danos à carga em viagens internacionais. A apólice protege o segurado contra perdas e danos causados a bens ou mercadorias de terceiros, transportados sob sua responsabilidade, ocasionados em acidentes como colisão, capotagem, tombamento, abalroamento, explosão ou incêndio do veículo transportador. Costuma ser muito contratado por transportadoras que fazem viagens com destino final nos países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil).

RCA-C – Seguro de Responsabilidade Civil do Armador – Cargas

Contratado pelos seguradores marítimos, fluviais e lacustres, esse seguro faz coberturas amplas ou restritas, a depender da opção do segurado. Pode ser escolhido para viagens nacionais e internacionais.

Modalidades extras

Somadas às modalidades de Seguro de Transporte de Cargas citadas anteriormente, existem outras versões do serviço que atendem a situações específicas. São elas:

Seguro de transporte de carga

Seguro de transporte de carga

Seguro de riscos rodoviários

Contratado pelo proprietário da carga, esse seguro cobre eventuais danos e perdas causados por acidentes ou outros problemas com o meio de transporte. Possui duas modalidades: a Cobertura Básica Ampla A garante o segurado contra todos os riscos aos quais estão expostas as mercadorias, como colisão, capotamento, incêndio, tombamento, explosão, extravio de volumes inteiros e desaparecimento total do carregamento e roubo praticado à mão armada, sendo este comprovado através de inquérito policial. A Cobertura Restrita C, por sua vez, é muito parecida com a anterior, com exceção dos riscos de roubo ou desaparecimento da carga, além de avarias particulares. 

Seguro de transporte nacional

Obrigatório, esse seguro cobre riscos de danos causados a todas as mercadorias que pertençam ao segurado, pessoa jurídica de direito público ou privado, quando as cargas são transportadas por veículos próprios ou de empresas contratadas. Sua diferença para o RCTR-C é que sua cobertura é mais ampla.

Seguro de transporte internacional

Este seguro é, geralmente, contratado em apólices all risks, que cobrem todos os danos recorrentes do transporte aéreo, do embarque até a entrega da carga em seu destino final. Dividido nas categorias importação e exportação, é possível contratar coberturas adicionais para guerras, greves, tumultos, despesas, frete, impostos, lucros esperados para a mercadoria que estiver destinada à revenda ou industrialização e deterioração de carga, entre outras – vai da opção do segurado.

Seguro de importação de mercadorias

Este seguro não obrigatório serve para mercadorias transportadas em diferentes modais em operações de exportação. Possui duas modalidades: a Restrita cobre prejuízos de danos ou perdas de mercadoria decorrentes de acidentes com o veículo de transporte; a Ampla, além dos riscos inclusos na cobertura Restrita, protege o segurado contra danos e perdas provocados por causa externa, incluindo operações de carga e descarga, causas externas, extravio, roubo ou quebra.

Variações de coberturas

O segredo para escolher um seguro de transportes adequado é considerar as variações relacionadas a cada tipo de operação. Existe uma grande variedade de cargas, mercadorias, tipos de transporte e embalagem, perecibilidade, período coberto, tipos de cobertura (parcial, completa, entre outras), índice de sinistralidade (que mede o quanto da receita é disponibilizada para o pagamento de sinistros – quanto mais baixo esse valor, menor é a taxa do seguro). 

Para abranger essa diversidade, foi criada uma imensa quantidade de apólices de seguro, com coberturas que vão desde as básicas, amplas e restritas, até as adicionais e cláusulas específicas.

Coberturas do seguro de transporte

Escolher a categoria de seguro de transporte é essencial para garantir a segurança da sua carga, da origem até o seu destino final. Cada mercadoria possui suas particularidades e, por isso, selecionar o seguro ideal faz toda a diferença na garantia de integridade da carga.

Coberturas básicas

As coberturas básicas estão divididas entre Básica Ampla A, Básica Restrita B e Básica Restrita C. A Cobertura Básica Ampla A garante ao proprietário de carga a garantia de indenização em caso de danos à mercadoria durante seu transporte. Esse seguro também cobre possíveis avarias e despesas da recuperação da carga, além de quaisquer despesas que o segurado tiver com transporte para o local correto da entrega em situações de erro de percurso, assim como o reembolso de cargas e descargas que possam ser necessárias. Porém, como é esperado de uma proteção básica, existem prejuízos não indenizáveis, contra os quais o segurado não pode contar com a proteção do seguro. 

A Cobertura Básica Restrita B cobre diversas situações específicas de danos à carga, tais como aquelas decorrentes de raio ou explosão; capotagem, colisão, tombamento ou descarrilamento de veículo terrestre; encalhe, naufrágio ou afundamento do navio ou embarcação; colisão, queda e/ou aterrissagem forçada e devidamente comprovada de aeronave; abalroamento, colisão ou contato do navio ou embarcação com qualquer objeto externo que não seja água; descarregamento da carga em ponto de arribada; perda total de qualquer volume durante a carga e descarga de qualquer meio de transporte; carga lançada ao mar; perda total ou parcial, devido a tempestade no mar e/ou de arrebatamento; desmoronamento ou queda de pedras, obras de arte de qualquer natureza ou outros objetos durante a viagem terrestre; inundação, transbordamento de cursos d’água, represas, lagos ou lagoas durante a viagem terrestre; terremoto ou erupção vulcânica; e entrada de água do mar, lago ou rio na embarcação ou no navio, veículo, contêiner, furgão ou local de armazenagem. Em casos de acidentes, a Cobertura assegura ao segurado a proteção contra danos ou gastos a mais para salvar as peças em bom estado do navio, além das despesas relacionadas ao salvamento ou recuperação da carga (determinadas de acordo com o contrato de afretamento, lei e/ou costumes que as regulem) que tenham sido gastas para evitar perdas ou danos provenientes de variadas causas, exceto as previstas nos riscos excluídos. São cobertas, ainda, despesas que o segurado tiver de pagar ao transportador em virtude da cláusula “Colisão por Ambos os Culpados”, comum no contrato de afretamento; custos judiciais e honorários de advogado causados por uma possível reclamação do segurador, com base nessa cláusula; despesas do segurado para transportar a carga até o local correto de entrega, em caso de erros de percurso; e reembolso de possíveis despesas com descarga e armazenamento. Vale lembrar que, caso fique comprovada culpa do segurado ou seus empregados no acidente da carga, a seguradora fica isenta de indenização. A isenção também ocorre diante de inadimplência do segurado.

A Cobertura Básica Restrita C, assim como a B, protege o segurado em casos de danos ou gastos a mais para salvar as peças em bom estado do navio, além das despesas relacionadas ao salvamento ou recuperação da carga (determinadas de acordo com o contrato de afretamento, lei e/ou costumes que as regulem) que tenham sido gastas para evitar perdas ou danos provenientes de variadas causas, exceto as previstas nos riscos excluídos; despesas que o segurado tiver de pagar ao transportador em virtude da cláusula “Colisão por Ambos os Culpados”, comum no contrato de afretamento; custos judiciais e honorários de advogado causados por uma possível reclamação do segurador, com base nessa cláusula; despesas do segurado para transportar a carga até o local correto de entrega, em caso de erros de percurso; e reembolso de possíveis despesas com descarga e armazenamento. Mais uma vez, em caso de culpa do segurado ou seus empregados no acidente, assim como em situações de inadimplência, a seguradora fica isenta da indenização. Essa Cobertura também abrange especificidades, tais como danos à carga decorrentes de incêndio, raio ou explosão; encalhe, naufrágio ou afundamento do navio ou embarcação; abalroamento, colisão ou contato do navio ou embarcação com qualquer objeto externo que não seja água; capotagem, colisão, tombamento ou descarrilamento do transporte terrestre; descarregamento em ponto de arribada; perda total de qualquer volume durante a carga e descarga do navio; carga lançada ao mar; e perda total decorrente de tempestade no mar e/ou arrebatamento pelo mar.

Seguro de transporte de carga

Seguro de transporte de carga

Riscos e prejuízos não cobertos pelas coberturas básicas

Em todas as coberturas básicas, há riscos não cobertos e prejuízos considerados não indenizáveis. Nos seguintes casos, a seguradora se exime de cobrir os valores do segurado: atos ilícitos do segurado, beneficiários e/ou de seus representantes; insuficiência ou inadequação de embalagem ou preparação imprópria da mercadoria (está incluído no conceito de embalagem o acondicionamento em contêiner ou liftvan, quando o acondicionamento for realizado antes do início da cobertura do presente seguro (ou quando for segurado por seus prepostos); vazamento comum, perda e/ou diferença natural de peso ou volume, e desgaste natural do objeto segurado; atraso, mesmo que seja causado por risco coberto, exceto despesas indenizáveis sob cobertura de avaria grossa e despesas de salvamento; falta de condições de navegabilidade do navio ou embarcação e/ou inaptidão do navio, aeronave, embarcação, aeronave, veículo, contêiner, liftvan ou outro meio de transporte utilizado, em caso do segurado ou seus prepostos terem conhecimento prévio de tal inaptidão; uso de arma de guerra, fissão e/ou fusão atômica ou nuclear, ou outra reação similar, ou força ou matéria radioativa; danos morais; poluição, contaminação e perigo ambiental relacionados à carga; multas, assim como obrigações físicas e/ou judiciais; ato terrorista reconhecido como atentatório à ordem pública pela autoridade competente; eventos durante a permanência do objeto segurado nos armazéns de propriedade, administração, do despachante ou seus agentes, representantes ou prepostos; armas químicas, biológicas, bioquímicas, eletromagnéticas e de ataque cibernético; aflatoxina, nos seguros de amendoim, castanhas, amêndoas, avelãs, nozes, soja e outros grãos; falha ou mau funcionamento de qualquer equipamento e/ou programa de computador e/ou sistema de computação eletrônica de dados em reconhecer e/ou corretamente interpretar e/ou processar e/ou distinguir e/ou salvar qualquer data como a real e exata data de calendário, ainda que continue a funcionar corretamente após aquela data; quebra de filamento, nos seguros de lâmpadas; Variação de temperatura; oxidação e ferrugem, nos seguros de arame, ferro, aço, zinco, folhas de flandres e metais em geral; paralisação de máquinas frigoríficas ou motores de refrigeração, por qualquer causa; danificação ou destruição voluntária do objeto segurado, ou parte dele, por ato ilícito de qualquer pessoa ou pessoas, inclusive atos de má-fé.

Os riscos seguintes são excluídos, mas podem ser cobertos mediante contratação de um seguro específico ou de acréscimo de cláusula para certos tipos de garantia. Estão inclusos neste caso o transbordo e desvio de rota voluntários; guerra, guerra civil, revolução, rebelião, insurreição ou revolta civil, ou qualquer ato de hostilidade contra ou promovido por outro país; quebra, nos seguros de cristais e vidros; captura, apreensão, arresto, restrição ou detenção – à exceção de atos de pirataria – e suas consequências, ou mesmo tentativas; confisco, nacionalização, requisição ou apropriação antecipada; captura, apreensão, arresto, restrição ou detenção – à exceção de atos de pirataria – e suas consequências, ou mesmo tentativas; minas, torpedos e bombas abandonadas ou outras armas de guerra deixadas no lugar onde houve um conflito;impostos; e grevistas, trabalhadores em lock out (redução do ritmo de trabalho como alternativa à greve de trabalhadores), distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis. 

Riscos que podem ser cobertos mediante consulta prévia (A, B e C)

Certos riscos podem ser cobertos pelo seguro mediante consulta prévia. Neste caso, a solicitação deve ser formalizada por inclusão de uma cláusula que especifique a cobertura e pagamento de prêmio adicional. Estão inclusos nessas situações: transbordo e desvio de rota voluntários; captura, arresto, apreensão, restrição ou detenção (exceto pirataria), e suas consequências ou qualquer tentativa visando tais atividades; revolução, guerra, guerra civil, rebelião, insurreição ou comoção civil resultantes das mesmas, ou qualquer ato hostil contra uma potência beligerante; confisco, nacionalização, requisição ou apropriação antecipada; grevistas, trabalhadores em lockout, pessoas participantes de distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis; minas, torpedos, bombas e outras armas de guerra abandonadas; greves, lockouts, distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis; e obrigações tributárias.

Seguros com coberturas extras ou adicionais

Ao contrário do que muitos pensam, é possível adicionar cláusulas extras de cobertura aos seguros, aumentando a responsabilidade das seguradoras sobre a carga transportada. Confira os tipos de cobertura adicional disponíveis no mercado:

– Cobertura para embarques aéreos sem valor declarado

É possível ao segurado pagar um prêmio adicional para acrescentar responsabilidade à seguradora sobre a carga transportada. Ao pagar pela cobertura extra do seguro, são retiradas as limitações determinadas pela Convenção de Varsóvia (1929) e do Conselho Brasileiro de Aeronáutica. Nesse caso, fica permitido às seguradoras indenizarem o segurado em caso de dano, atraso ou perda da remessa da carga por valor correspondente à quantia fixada para a responsabilidade da companhia transportadora aérea. Geralmente, a quantia é um valor abaixo das mercadorias transportadas. 

– Cláusula específica para cobertura de embarques aéreos sem valor declarado

Quando não há contratação de cobertura adicional para as mercadorias transportadas sem valor declarado, as apólices de seguro de transporte aéreo de carga limitam a cobertura ao valor que a transportadora indeniza em casos de atraso, dano ou perda do material transportado. Geralmente, esse valor fica abaixo do preço avaliado da carga. Foi determinado pela Convenção de Varsóvia e pelo Conselho Brasileiro de Aeronáutica o valor de US$ 20 por kg de mercadoria transportada.

– Cláusula específica de franquia para seguros de transporte nacionais e internacionais (com exceção de operações isoladas e transportes terrestres em solo nacional)

Geralmente, os seguros de transporte de carga contam com uma franquia para casos de perda ou danos parciais na mercadoria. Ou seja, o segurado também tem participação nos prejuízos, de acordo com o percentual determinado pela apólice.

O processo de dedução da franquia do valor da indenização pode ser feita separadamente, por mercadoria transportada, desde que haja possibilidade e as quantias declaradas na fatura estejam especificadas. Lembrando que a franquia não será aplicada caso ocorra perda total do embarque, ou dano particular com cobertura já garantida pela Cobertura Básica C. Esses são os casos referentes a explosões, raios e incêndios; encalhe, naufrágio ou afundamento do navio ou embarcação; abalroamento, colisão ou contato do novo navio com qualquer objeto externo que não seja água; capotagem, colisão, descarrilamento ou tombamento do veículo terrestre; colisão, queda e/ou aterrissagem forçada da aeronave, com devida comprovação; lançamento da carga ao mar; descarregamento da carga em ponto de arribada; perda total de qualquer volume durante as operações de carga e descarga do navio; e perda total decorrente de tempestade ou arrebatamento pelo mar. 

Do mesmo modo, o segurado permanece isento da franquia em casos de seguros de operações isoladas e de transportes nacionais terrestres regidos por uma cláusula específica; avarias graves e despesas de salvamento de carga; extravio total de volumes, comprovado por certificado (fornecido pelo transportador) ou atestado pelo agente alfandegário e/ou autoridade portuária e/ou aeroportuária (vale lembrar que é considerado extravio o desaparecimento de bens ou volumes inteiros, embalados juntos de forma indivisível); perda total de volumes faturados com valor único e sem identificação do seu conteúdo; e perda total de volumes, sendo cada um destes discriminado na fatura comercial com a devida indicação do valor (aqui, a isenção de franquia não é aplicada para mercadorias a granel ou que não possam ser separadas como um todo).

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Confira a diversidade de coberturas de seguro de transporte:

Básicas

Cobertura básica para transporte de títulos em malotes

Cobertura básica para seguros de mostruários sob a responsabilidade de viajantes comerciais

Cobertura básica para seguro de mercadorias conduzidas por portadores

Cobertura básica para seguros de bagagem

Cobertura básica para seguros de operações isoladas

Básicas amplas

Cobertura básica ampla A

Cobertura básica ampla para madeiras (carga não adicionada no convés

Cobertura básica ampla para batata e outros bulbo-raízes

Cobertura básica ampla para embarques a granel (terrestres e aquaviários)

Cobertura básica ampla para seguros de transporte aéreo de aves vivas

Cobertura básica ampla para animais vivos (exceto aves vivas)

Cobertura básica ampla para mercadorias/bens congelados

Cobertura básica ampla para bovinos (reprodução inclusa)

Cobertura básica ampla para embarque de mercadorias/bens acondicionados em ambientes refrigerados

Básicas restritas

Cobertura básica restrita B

Cobertura básica restrita C

Cobertura básica restrita para borracha natural (incluindo látex líquido)

Cobertura básica restrita para juta

Cobertura básica restrita para madeiras (carga no convés)

Cobertura básica restrita para transporte de óleo (petróleo) a granel (embarques terrestres e aquaviários)

Cobertura básica restrita para carvão (embarques terrestres e aquaviários)

Cobertura básica restrita para mercadorias/bens congelados

Cobertura básica restrita para embarques de mercadorias e/ou bens acondicionados em ambientes refrigerados

Adicionais

Extravio (somente com a cobertura básica restrita B)

Roubo (somente com a cobertura básica restrita B)

Riscos de quebra (somente com a cobertura básica ampla A)

Destruição

Mercadorias transportadas em veículos do segurado

Benefícios internos

Prorrogação de prazo de duração dos riscos

Extensão de cobertura e abertura de volumes

Riscos de guerra para embarques aquaviários e aéreos

Riscos de greves

Classificação de navios em viagens internacionais

Transbordo e desvio de rota

Embarques em navios com denominação a avisar em viagens nacionais

Embarques aéreos sem valor declarado

Mercadorias em devolução ou redespachadas

Tributos (mercadorias exportadas)

Tributos (mercadorias importadas)

Lucros esperados

Despesas

Frete e/ou de seguro

Cláusulas específicas

Beneficiário 

Dispensa do direito de regresso

Mercadorias transportadas em contêineres “padrão ISO”

Estipulação de seguro de transportes

Quebra (falta) em mercadorias a granel

Participação obrigatória/franquia para os seguros de operações isoladas e transportes terrestres nacionais

Aparelhos, máquinas e equipamentos

Averbações simplificadas para os seguros de transportes nacionais e para os seguros de exportação

Averbações para os seguros de transportes de exportação e transportes nacionais

Averbação provisória única para os seguros de transportes de importação

Averbações simplificadas para os seguros de transporte de importação

Averbações para os seguros de transporte de importação

Seguros de importação de chapas galvanizadas e/ou folhas de ferro zincadas (folha de flandres)

Embarques efetuados no convés dos navios

Bens usados

Embarques aéreos sem valor declarado

Quem contrata o seguro de transporte de cargas?

Uma das grandes dúvidas relacionadas ao seguro transporte de cargas é saber quem é responsável por contratar o serviço. A apólice pode ser paga tanto pelo proprietário dos bens quanto pela empresa transportadora e tem como objetivo proteger a mercadoria contra riscos diversos desde a origem até o destino final.

Os seguros costumam indenizar os segurados em caso de perdas e danos causados às mercadorias durante a operação de transporte em viagens nacionais e internacionais. A indenização é feita através de reembolso e funciona em quaisquer modalidades de transporte.

Cabe ao corretor escolher, dentre a grande variedade de seguros possíveis, aquele mais indicado para o contratante, considerando sua posição diante da carga (transportador, proprietário, etc), as condições de transporte dos bens, entre outros fatores. O valor do seguro, por sua vez, depende das garantias envolvidas na apólice selecionada, o meio de transporte e o tipo de mercadoria segurada.

Evidentemente, o preço da apólice de seguro de carga aumenta de acordo com o risco envolvido na operação. Os seguros de transporte, de modo geral, são considerados de alto risco, diante do alto índice de roubos e das más condições das estradas do país, entre outras dificuldades entre o trajeto da mercadoria. Outros meios de transporte, como ferroviário, aéreo e aquaviário, possuem menor frequência de roubos e furtos – porém, naturalmente, quando ocorrem perdas nestes casos elas são sempre de grande porte, frequentemente com perda total da carga.

Para reduzir o valor do seguro de cargas, é importante, antes de tudo, diminuir os riscos da operação de transporte. O gerenciamento de riscos, nesse caso, é uma consultoria de grande valia, prestada por uma equipe especializada dentro da seguradora – o papel do serviço é criar estratégias de ação para garantir a integridade do transporte de carga, independentemente da modalidade. Um bom plano de gerenciamento de riscos pode reduzir em cerca de 70% as perdas e danos de cargas durante seu transporte.

Tipos de apólice do seguro de transporte de cargas

É possível elaborar dois tipos de apólice: as abertas e as avulsas. A escolha entre cada uma depende do porte da empresa contratante.

As apólices abertas ou de averbação são uma modalidade que exige comprovante do embarque efetivo da carga segurada e costumam ser escolhidas por empresas que necessitam, com frequência, transportar as mercadorias que comercializam. Essas apólices podem ser usadas em vários embarques (personalizados de acordo com a característica de cada um), por mais de um ano, e possuem preços dilatados. 

As apólices avulsas, por sua vez, são ideais para empresas de pequeno e médio porte que realizam transporte de cargas de forma esporádica. Seu uso é permitido somente em seguros de transporte nacional, quando contratados pelos proprietários das mercadorias, e nos de transporte internacional quando para proteger o risco de uma viagem e/ou embarque predeterminado. 

Como acontece a contratação do seguro de transporte de cargas

Para contratar o seguro de transporte, é preciso realizar a etapa do “Conhecimento de Embarque”, um documento emitido pela companhia transportadora que atesta o recebimento da carga, as condições do transporte e o compromisso de entrega das mercadorias ao destinatário legal, no ponto de destino combinado e com posse das mercadorias devidamente conferida. O conhecimento de embarque funciona também como um recibo de mercadorias, contrato de entrega e documento de propriedade, ou seja, um título de crédito.

Outro papel importante do conhecimento de embarque é definir a relação entre proprietário e transportador da carga, esclarecendo a quem pertence a obrigação de contratar o frete e a partir de que momento a responsabilidade da carga segurada passa do até então proprietário para o comprador do produto.

O modelo de conhecimento de embarque varia de acordo com a modalidade de transporte nos seguros de carga para exportação. Os transportes podem ser rodoviários, marítimos, terrestres, aéreos, ferroviários ou multimodais. O documento comprova que a mercadoria foi colocada a bordo de um determinado transporte e é aceito pelos bancos como garantia de embarque para o exterior.

Alguns dados são necessários para a confecção do conhecimento de embarque, tais como: nome e endereço do importador e do exportador; quantidade, espécie e marca de volumes; local de embarque e desembarque; descrição de mercadoria e códigos (SH/NCM/NALADI); tipo de embalagem; peso bruto e líquido; dimensão e cubagem dos volumes; valor da mercadoria; valor do frete; e forma de pagamento do frete (frete pago/freight prepaid ou frete a pagar/freight collect).

No conhecimento de embarque também são informadas as condições de embarque da mercadoria: sem restrições ou ressalvas à mercadoria (clean on board) ou mercadoria recebida aparentemente em boas condições (received in apparent good order and conditions). O documento representa a obrigação do transportador de entregar a mercadoria nas mesmas condições de recebimento pelo exportador.

É possível emitir o conhecimento de embarque tanto em papel quanto em modelo eletrônico. O modelo e o manual da versão eletrônica estão disponíveis no site do Ministério da Fazenda, enquanto os modelos tradicionais se encontram nos anexos do convênio Sinief 06/89 (Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais). 

Quais documentos fazem parte de um seguro de transporte de cargas?

É comum que, ao saber mais sobre seguros e sua complexidade, pequenas empresas se assustem e evitem contratar o serviço, acreditando que ele aumentará seus custos. Porém, não são apenas as grandes empresas que podem se beneficiar com os seguros: as seguradoras, atentas às necessidades de todos os públicos, desenvolveram apólices adequadas para pequenos e médios empresários, com duração reduzida (de aproximadamente 1 ano) e custo de, em média, 15% do valor de uma cobertura tradicional.

Para contratar o seguro de cargas, é necessário passar por algumas etapas, providenciando certos documentos. O primeiro passo é apresentar uma proposta, que é um documento contendo todas as informações sobre o risco da operação de transporte, devidamente preenchido pelo interessado no seguro. A seguradora tem um prazo de 15 dias após o recebimento da proposta para aceitar ou recusar a proposta, considerando os riscos expostos. Em caso de apólices avulsas, geralmente utilizadas por empresas com baixa frequência de transportes, o prazo da seguradora diminui para 7 dias.

A apólice é o documento essencial do seguro e determina as características do serviço que será fornecido pela seguradora. Existem três tipos de apólice: a apólice avulsa é recomendada para segurados com poucos embarques, sendo que cada embarque corresponde a uma apólice com condições especificadas em detalhes. É preciso discriminar o número de série; marca; espécie; embalagem; quantidade; meio de transporte; valor; local de início e destino; taxas; cobertura; prêmio; prazo; limite de garantia; etc.).

A apólice de averbação exige comprovante efetivo da carga segurada e é ideal para segurados que realizam embarques com frequência. Contrariamente à apólice avulsa, aqui as mercadorias são relacionadas nas “averbações”, sendo uma averbação para cada para cada embarque, com todas as suas características descritas. Nesta modalidade, já vêm definidos os termos e condições do seguro, sendo possível ao segurado averbar os riscos cobertos para cobrir os embarques de determinada mercadoria. O limite de embarque é definido na contratação da apólice: uma vez aceito, o segurado não poderá averbar embarques de mercadorias que ultrapassam o limite.

Já a apólice anual com prêmio fracionado, também conhecida como “apólice ajustável”, representa um seguro contratado por 1 ano, cujo preço é calculado é ajustado periodicamente de acordo com os embarques realizados e as averbações efetuadas.

A averbação é um documento através do qual o segurado comunica à seguradora a realização de embarques, uma vez que a apólice permita esse mecanismo. A maioria das seguras oferece o serviço de averbação eletrônica, feito pela internet de uma forma simplificada. Em caso de dúvidas, o segurado sempre pode contar com a ajuda do corretor para otimizar sua escolha. 

Fatura mensal é o documento, emitido pela seguradora, que contém a cobrança dos prêmios do seguro nas apólices de averbação – que, conforme já citamos anteriormente, exige comprovante do embarque efetivo da carga segurada. A fatura representa as averbações efetivadas pelo segurado.

O endosso, por sua vez, é um documento emitido pelas seguradoras a pedido do segurado. Ele complementa, cancela, prorroga ou efetiva possíveis alterações no contrato já existente, fazendo parte da apólice. 

O certificado de seguro, por fim, é o documento típico do seguro internacional para operações de exportação. Seu objetivo é comprovar a contratação do seguro para os bancos financiadores, para compradores de mercadoria, instituições ou autoridades que tenham interesse nos itens que serão exportados.

Padronização das apólices

Algumas regras foram fixadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia subordinada ao Ministério da Fazenda (MF) e responsável pela fiscalização do setor, para as condições que regem o contrato do plano padronizado do seguro de transporte. Porém, essa modalidade permite a inclusão de coberturas não previstas anteriormente e de possíveis alterações, que deverão ser submetidas à Susep. 

Vale lembrar que o uso da apólice padronizada é opcional: não há nenhum obstáculo na contratação de apólices particularizadas para a cobertura de riscos específicos. Contudo, não é permitida a contratação de seguros múltiplos para o mesmo risco ou carga. Considerando as condições atuais da apólice padronizada, a seguradora poderá estabelecer um prazo não inferior a seis meses para cancelamento do contrato, caso o segurado não realize averbações (comprovantes do embarque efetivo da carga segurada) nesse período.

Dispensa do Direito de Regresso DDR: conheça as condições de aplicação da cláusula

A Dispensa do Direito de Regresso (DDR) é uma cláusula de contrato que dá direito à seguradora de recuperar o montante de indenizações pagas ao segurado, caso a responsabilidade pelo prejuízo pertença a terceiros. 

Um exemplo clássico se refere a acidentes causados por motoristas embriagados ou com irregularidades na carteira de habilitação. Se um profissional com essas características provocar um acidente na estrada e causar danos ou perda à carga segurada, a seguradora indenizará o prejuízo, porém terá direito de regresso contra o motorista. Isso significa que a seguradora cobrará o valor gasto do motorista ou da transportadora que o contratou. O motorista responde regressivamente pelas indenizações pagas.

Incluir a cláusula DDR no contrato não dispensa a obrigatoriedade do transportador de contratar os seguros compulsórios de responsabilidade civil. Uma vez que a seguradora aceita a inclusão dessa cláusula na apólice contratada pelo dono da carga, geralmente é exigido que este faça uma declaração para o transportador, onde se comprometa a isentá-lo da responsabilidade por perdas e danos causados à carga em hipótese de roubo. A declaração é assinada pelo dono da carga e pela seguradora. O objetivo é esclarecer para o transportador que ele não sofrerá cobrança pelos prejuízos previstos para a dispensa do direito de regresso ou por aqueles que possam ocorrer enquanto a carga estiver sob sua responsabilidade.

Limite de responsabilidade do seguro de carga: entenda

O limite de responsabilidade se caracteriza como o valor da indenização que a seguradora terá de pagar caso ocorram danos ou perda da carga, em cada viagem de um mesmo meio de locomoção. Também há de se considerar o armazenamento de bens ou mercadorias em portos ou terminais de carga de aeroportos.

O limite máximo para um mesmo embarque e/ou viagem está definido na apólice, sendo esse com base no cálculo do valor da importância segurada. Este valor deve corresponder ao custo declarado na fatura comercial, somado ao frete. A quantia que consta da fatura comercial é conhecida como VOS – Valor do Objeto Segurado – a ela, podem ser acrescidos os lucros esperados pelo comprador, as despesas e os impostos.

Qual a importância do gerenciamento de riscos no seguro de transporte de cargas?

Quanto maior o risco avaliado de uma operação de transporte de cargas, maior o valor cobrado pela seguradora para cobri-la. As empresas de seguros preocupam-se em orientar seus clientes de modo que as mercadorias transportadas cheguem ao seu destino com o máximo de segurança possível, sem quaisquer perdas e danos. 

O transporte de cargas é uma atividade importante para a economia brasileira, sendo um dos indicadores do Produto Interno Bruto. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o transporte de mercadorias está em franco crescimento, com mais de cento e vinte mil empresas transportadoras e cerca de oitocentos mil veículos registrados no território nacional.

Se, antes, contratar um seguro de transporte de cargas podia parecer um luxo para alguns, hoje, é considerado artigo de primeira necessidade pelos transportadores e proprietários de cargas. Além da obrigatoriedade prevista em lei, a atividade ganhou a consciência das partes envolvidas, que compreendem o quão compensadora é a relação custo-benefício na possibilidade de um acidente (sinistro) envolvendo suas mercadorias.

Apesar de tamanha importância, os transportes de mercadorias são extremamente arriscados no Brasil, em virtude da má condição das estradas e da grande quantidade de furtos e roubos aos quais os caminhões estão expostos. Isso torna o seguro de transporte de carga uma operação considerada de alto risco, característica que influencia diretamente no preço cobrado pelas seguradoras. 

Para reduzir o valor cobrado na apólice de seguro, adotar um plano de gerenciamento de riscos é essencial. A estratégia, que deve ser contratada através da consultoria de um profissional especializado, pode reduzir os riscos da operação em 70%, aumentando a segurança de veículos e equipe – o que é considerado positivo pela seguradora e conta como fator determinante no valor cobrado pelo seguro de transporte.

Deve-se considerar o seguro de transportes como uma transferência de riscos – do responsável pela carga para a seguradora. Dessa forma, o custo do seguro é avaliado a partir de estudos técnicos que determinam as condições e o valor apropriados, baseando-se nos riscos assumidos pela operação.

Algumas cargas estão, segundo estudos, mais propensas a sofrerem riscos ou acidentes assumidos pela seguradora. As mercadorias consideradas de maior risco são, entre outras, aparelhos eletrônicos, alimentos e medicamentos.

Gerenciamento de riscos no seguro de transporte de cargas

Ao elaborar um plano de gerenciamento de riscos, a seguradora considera, primordialmente, três elementos-chave na operação: a carga, o veículo e o caminhoneiro.

Carga e veículo

O gerenciamento de riscos no transporte de cargas tem como objetivo reduzir danos ou riscos que não podem ser evitados. Assim, a principal medida desse tipo de estratégia é aumentar a segurança da mercadoria, reduzindo as chances de roubos e extravios. Medidas de segurança conseguem evitar praticamente qualquer risco, exceto aqueles de ordem natural. Entretanto, é possível adotar ações preventivas mesmo contra tais acontecimentos, influenciando os fatores que orientam a avaliação da seguradora para definir elementos como regras contratuais, normas e valor de uma apólice. 

Ao contratar a seguradora, é necessário que o segurado se atente às medidas definidas em apólice para as medidas, condições e planos relacionados ao transporte da carga. A partir dessa etapa, elabora-se um plano de operações que envolve todas as partes do processo logístico, desde o local de origem das cargas até o seu destino final, incluindo os responsáveis diretos pela segurança e transporte da mercadoria.

O fato de o transporte rodoviário ser predominante no país costuma ser considerado pelas seguradoras na hora de estabelecer a apólice. Vale ressaltar que a maior parte das estradas brasileiras é categorizada como ruim ou péssima, o que aumenta o sinistro do transporte rodoviário de cargas. Além disso, há outros elementos que sofrem análise, como o ambiente onde é realizado o transporte, as estatísticas dos índices, rotas e horários nos quais a incidência de roubos e extravios é comprovadamente superior. 

Quando o caminhão transporta cargas com alto índice de roubo, tais como medicamentos, eletrônicos, bebidas, entre outros), é preciso adotar procedimentos especiais para aumentar a segurança: exigência de monitoramento, escolta e fracionamento em maior número de veículos são algumas das medidas comuns nesses casos. Para prevenir problemas em estradas com alto número de roubos e acidentes, também existem algumas recomendações – a mais comum é evitar viagens noturnas nos trechos de maior risco.

Caminhoneiro

O profissional que dirige o caminhão é essencial no transporte da carga, pois ele é o responsável legal pela carga até sua entrega no destino final. Estudos comprovam que, geralmente, o caminhoneiro possui baixo grau de escolaridade e, sujeito a longas e cansativas jornadas de trabalho, frequentemente recorre a medicamentos para combater o sono e a exaustão.

As seguradoras têm o hábito de manter um cadastro de motoristas, auxiliares e veículos. Isso colabora com a seleção criteriosa dos prestadores de serviços, até mesmo para empresas transportadoras e autônomos. Nos sites das seguradoras existem áreas restritas aos clientes onde, através de programas específicos, os segurados podem acompanhar a posição do veículo que transporta a sua carga em tempo real.

Utilizar equipamentos específicos é essencial para reduzir o risco no transporte de cargas. A maioria deles possibilita a comunicação entre o motorista e o rastreamento da carga, medidas que permitem a adoção de medidas de emergência em casos de necessidade, como avarias mecânicas.

Algumas das tecnologias utilizadas para monitorar as cargas são: GPS (Global Positioning System), DGPS (Sistema de Posicionamento Global Diferenciado), triangulação de ERB (Estação Rádio Base), telefones celulares e pagers.

Quanto custa o seguro para cargas?

O valor de um seguro de cargas varia de acordo com diversos fatores: garantias contratadas, meio de transporte da mercadoria e as características desta última. Também têm influência sobre o preço elementos como medidas de segurança adotadas pelo contratante, a exemplo do gerenciamento de riscos. 

Para cobrir a indenização em caso de prejuízos ou danos causados à carga durante seu transporte, o contratante, no ato da compra da apólice, paga à seguradora um valor conhecido como “prêmio”. Esse custo é calculado por um percentual sobre o valor da carga, determinado por tipo de transporte, mercadoria, características perecíveis, embalagem, período coberto, destino, tipo de cobertura (completa, parcial, entre outras) e frequência de sinistros e valores indenizados com riscos semelhantes. Quanto maior a frequência e os valores indenizados, mais oneroso será o prêmio.

Certos tipos de transporte ganham vantagens no custo do seguro de cargas. Enquanto o embarque aéreo, por exemplo, costuma ter tarifa de seguro semelhante à do transporte terrestre, o embarque marítimo, caso a mercadoria esteja acondicionada em contêineres, tem redução no valor do prêmio.

Já as condições de pagamento dependem do tipo de apólice contratada. Para as apólices avulsas, o pagamento é à vista, antes do início do risco. As apólices abertas ou de averbação (modalidade que exige comprovante do embarque efetivo da carga segurada), que cobrem uma grande variedade de embarques, o faturamento é mensal, com prazo para pagamento de até 30 dias a contar da data de emissão da fatura. Já as apólices anuais com prêmio fracionado, destinadas também à cobertura de diversos embarques, com custo fixo ou ajustável, podem ter seu pagamento do seguro dividido em parcelas em número inferior ao dos meses de vigência do contrato. O importante é que a última parcela não vença após o término do seguro.

Quando uma empresa contrata uma apólice nessa modalidade, pode antecipar o pagamento das parcelas, e tem direito a redução proporcional dos juros. Caso aconteça atraso de uma das parcelas, desde que não seja a primeira, o prazo de validade da cobertura sofre ajuste de acordo com o prêmio efetivamente pago, obedecendo a uma tabela determinada pela Susep.

Quando o seguro de transporte de cargas começa a valer?

Ao contratar um seguro de transporte de carga, é importante estar ciente sobre o início de sua vigência. As apólices têm início e término às 24h das datas fixadas no contrato, sendo que o prazo de cobertura do seguro depende da modalidade à qual se destina a apólice. As modalidades podem ser: transporte nacional (mercado interno), internacional (importação e exportação) e responsabilidade civil (danos sofridos pela mercadoria que o transportador ou pessoa por ele designada seja responsabilizado no âmbito civil). Vale lembrar que a frequência com que são feitos embarques para transportar bens e mercadorias contribui para a diferenciação dos prazos de vigência.

A partir do momento em que os bens e mercadorias são recebidos pelo transportador e começam a ser carregadas no local da apólice, a cobertura dos riscos de transporte passa a valer. A garantia se mantém durante o percurso da viagem, terminando com a entrega da carga no local determinado pelo seguro. Esse espaço varia do armazém pertencente ao segurado até outro local de estocagem indicado pelo seguro. A depender das condições do contrato, pode ser um armazém antes do destino informado na apólice, se o segurado desejar. Também é possível optar pela alternativa da manutenção da cobertura até a entrega da carga no local de comercialização ou distribuição. 

Nem todos as coberturas de seguro de transporte de carga terminam no mesmo prazo. Em caso de transportes marítimos, fluviais ou lacustres, o término ocorre após 60 dias, contando a entrega da mercadoria e bens no porto de destino final, para partidas internacionais. Caso a viagem seja nacional, o tempo de prazo é reduzido para 30 dias.

Transportes aéreos possuem seguro com prazo de término de 30 dias após a descarga no destino final. No caso do transporte terrestre, se as viagens forem internacionais, o seguro conta depois de 30 dias da chegada do veículo transportador à fronteira entre países. Em operações nacionais, o prazo é reduzido para 10 dias.

É possível, também, vender ou transferir os direitos de bens e mercadorias antes do término da viagem. Ao fazer isso, é determinado o fim da vigência do seguro. Todas essas opções podem ser utilizadas, prevalecendo a situação que ocorrer primeiro.

A vigência do seguro pode ser prorrogada em caso de imprevisto que impeça a descarga das cargas?

É de praxe que o seguro permaneça em vigor em casos de demora, descarga forçada, desvio, transbordo ou reembarque em circunstâncias que independem da vontade do segurado. Porém, caso a descarga dos bens e mercadorias no local destinado ocorra antes do término do seguro, não haverá prorrogação se o segurado decidir transportar a carga para um local diferente do previamente determinado.

Se ocorrer um imprevisto alheio às vontades do segurado que acabe por encerrar o contrato com a seguradora antes da entrega da carga no destino correto, a validade do seguro também é dada como terminada, mesmo que ainda esteja no prazo de vigência. Para evitar essa situação, em hipótese de alguma ocorrência, o segurado deve imediatamente entrar em contato com a seguradora. Mediante o pagamento de um prêmio adicional, o seguro permanecerá em vigor até que ocorra a venda da mercadoria e esta seja entregue no seu destino final. 

Num caso assim, existe, também, a possibilidade de o seguro continuar em vigor por até 60 dias após a descarga da mercadoria transportada por navio ou aeronave, para viagens internacionais, ou de até 30 dias, em percursos nacionais. Já o transporte terrestre conta com prazos de 30 dias para viagens nacionais e 10 dias para viagens domésticas. 

Condições para renovar o seguro de transporte de carga

Tanto o contrato do seguro de transporte de carga, como alterações que modificam o risco e renovação de seguro são feitas por meio de uma proposta, que conta com a assinatura do segurado ou do corretor. Começam, então, as análises das informações fornecidas para aceitação dos riscos por parte da seguradora. 

O prazo desse exame é de 15 dias a partir da data em que a seguradora recebeu a proposta, mas pode ser reduzido para 7 dias caso se trate de uma apólice avulsa, adotada para embarques pouco frequentes. Em hipótese de a seguradora solicitar documentos complementares para análise e aceitação do risco ou mudança na proposta, um novo prazo começará a ser contado a partir da entrega da papelada. O pedido de documentação complementar só pode ser feito uma única vez.

Se a seguradora não se manifestar sobre a proposta com uma resposta positiva ou negativa no prazo determinado, automaticamente deve-se considerar que o seguro foi aceito. Porém, os prazos que a seguradora possui para aceitação dos riscos podem ser suspensos caso a cobertura de carga exija um valor acima do limite da seguradora, o que leva esta última a contratar uma resseguradora para diluir o risco.

Renovação do seguro de transporte de carga: até quando é válida?

Para definir a validade da renovação do seguro, são adotados os mesmos critérios utilizados no contrato inicial e para as alterações de riscos. A vigência do seguro se inicia, portanto, no momento em que o segurado pagar o prêmio e entregar a proposta à seguradora.

Se o pagamento do prêmio não for aceito desse modo, o seguro passa a valer na data da aceitação da proposta, podendo ser alterada para outra data fixada em comum acordo entre seguradora e segurado. Caso a seguradora recuse a proposta, a cobertura do seguro funciona por mais dois dias úteis, a partir da data em que o segurado tomar conhecimento formal da decisão. Sendo assim, a restituição do valor deverá ocorrer em dez dias corridos, de forma integral ou com desconto proporcional ao período de cobertura obtido pelo segurado.

Critérios para cancelamento do seguro de transporte de carga

O critério básico para cancelamento do seguro de carga é a falta de pagamento do prêmio nas datas previstas. Para as apólices avulsas, escolhidas em caso de embarques pouco frequentes, o cancelamento ocorre automaticamente; o mesmo acontece em casos de falta de pagamento da primeira parcela dos seguros pagos com parcelamento de prêmios.

Se o segurado pagou o valor da apólice à vista através de financiamento bancário e se encontra inadimplente com o banco, o seguro não pode ser cancelado. Para as apólices abertas ou de averbação (que exigem apresentação do comprovante de embarque efetivo da carga), mais utilizadas por empresas que realizam com frequência o transporte de suas mercadorias, o não pagamento da fatura mensal na data correta pode se refletir na proibição de novas averbações (documento comprobatório do embarque efetivo da carga segurada). As cargas referentes aos prêmios já pagos continuam cobertas até o fim da vigência do seguro, prevista em apólice.  O cancelamento de uma apólice aberta ou de averbação pode ser realizado, também, caso o segurado não efetue nenhum embarque no prazo de seis meses.

Em caso de, independentemente da vontade do segurado, ocorrer um acidente que aumente o risco e o segurado não alerte a seguradora sobre ele, esta ficará livre para cancelar o contrato num prazo de até 15 dias após ter recebido o aviso sobre a situação. A cobertura, no entanto, continuará válida por 30 dias a partir da data do aviso. Outros critérios que podem acarretar cancelamento de seguro são falência e liquidação judicial ou extra judicial da empresa segurada. 

Já a rescisão total ou parcial do seguro pode ser feita a qualquer momento, caso seja de iniciativa de ambas as partes, o que representa um acordo entre seguradora e segurado.

Volvo

Mercedes

Antt

Sincor

Susep

Roubo de carga

Quadrilha roubo de carga

Sindicato dos securitários

abtc

Sinistro no seguro de transporte de carga

Nos últimos 20 anos, se tem registrado um aumento significativo na criminalidade e violência, inclusive nas estradas brasileiras. O alto número de roubos e desvios de carga, decorrentes da ação de quadrilhas especializadas, é uma consequência que atinge diretamente transportadores e proprietários de mercadorias transportadas em rodovias. O seguro de desvio de carga nasceu justamente para suprir essa demanda surgida nas últimas décadas, oferecendo uma proteção aos responsáveis pelos bens transportados, com garantias adicionais ao seguro de Responsabilidade Civil ao Transportador de Carga, que é obrigatório.

Segundo informações da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC), o roubo de cargas permanece em franca expansão no Brasil, com um aumento de 30% entre os anos de 2003 e 2008 – neste último, foi registrado um prejuízo de R$ 805 milhões decorrente de crimes contra cargas transportadas. A despeito do aumento dos roubos e furtos de mercadorias, a quantidade de ocorrências nas estradas tem apresentado uma taxa de crescimento bastante inferior, de apenas 4,2%. Isso significa que as atuações de quadrilhas deixaram de ser exparsas, atingindo cargas de diversos tipos e valores, tornando-se focadas nas mercadorias de custo realmente alto. Os dados demonstram uma especialização ainda maior dos criminosos, o que explica a preocupação dos donos de bens e das empresas transportadoras a respeito da segurança durante o transporte.

A situação parece se agravar quando ponderamos que a atuação dos criminosos não se restringe somente às estradas ou sequer apenas ao território brasileiro: a pirataria, prática considerada lendária por alguns, tornou-se realidade com o apoio do crime organizado internacional. Sequestros de petroleiros, invasões de navios cargueiros e outros episódios comprovam o perigo presente nas águas.

Essas situações deixam clara a necessidade da adoção de um seguro de cargas, independentemente do meio de transporte escolhido – rodoviário, aquaviário, aéreo ou multimodal – e do destino nacional ou internacional. Quando um risco incluso no seguro é concretizado, ele passa a se chamar sinistro, na linguagem das seguradoras. Para que se obtenha a indenização após a ocorrência do sinistro, é preciso adotar algumas providências, que garantem a total segurança do responsável pela carga.

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